Trocando as bolas: um elogio aos homens que não ligam no dia seguinte
Ouvindo hoje o relato de uma amiga sobre a noite de ontem percebi uma coisa: esse papo de que “homem não liga” não passa de política das mulheres, pra que elas possam ser liberais e moderninhas sem que os outros olhem torto. Explico.
Essa minha amiga ficou com um sujeito ontem em uma boate. E com a curiosidade que me é peculiar perguntei se ele tinha pegado o telefone dela. No que ela me responde um “Pra quê? Eu não ia querer nada com ele mesmo!”. Sendo que, com essa mesma amiga, na semana passada, diante da mesma pergunta, ouvi como resposta: “Pegou e já me ligou duas vezes. Que saco!”.
Ou seja, minha amiga confirmou duas teorias em uma semana só: a de que os homens ligam sim, e a de que as mulheres não querem que eles liguem, só querem fazer cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança quando eles não ligam, pra ganhar um cafuné.
Eu sempre fui um exemplo de que os homens ligam. Sempre liguei, de verdade, mesmo se não houvesse intenção de nada mais sério. E em alguns casos percebi que a minha ligação não era muito bem-vinda. Tudo bem que eu não era muito perspicaz e só percebo isso agora, enquanto escrevo, mas o importante é que eu percebi.
E em alguns minutos de intensa reflexão e Winning Eleven, cheguei à seguinte conclusão: as mulheres, ao longo dos anos, vêm se tornando homens! Tudo bem, você vai dizer que o Ronaldo Fenômeno percebeu isso antes de mim, mas não me refiro ao sentido, digamos, palpável da coisa. Palpável não por mim, que fique claro.
Atualmente as mulheres vem se transformando no que antes elas mais reclamaram nos homens: agora elas têm aversão a relacionamentos, não querem criar vínculos, acham chato pessoas que ligam no dia seguinte e algumas tem até um pau maior que o meu. E olha que mesmo entre homens isto é um fato raro – estatisticamente falando, claro, sem experimentos empíricos.
Enfim, sob a desculpa de relacionamentos passados sofridos, traumas com homens canalhas e a velha de que “homem não presta”, as mulheres estão, parafraseando o poeta carioca, pegando geral.
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